Biografia do autor

Nascido em 87, Nuno Dias Madureira é um idiota carismático. Com um leque variado de interesses, este jovem desenha impressionantes e meticulosos retratos, capazes de competir com as obras de uma criança de oito anos. Desde cedo se interessou pela escrita, plagiando com mestria vários trabalhos na escola. Actividade que viria a aperfeiçoar nos tempos de faculdade. Actualmente frequenta o mestrado Novos Media e Práticas Web na UNL, pelo que já recorre aos seus profundos conhecimentos de HTML e CSS sendo, nomeadamente, capaz de centrar uma imagem recorrendo ao código. No entanto, é no cinema que Nuno deposita as suas esperanças. Lynch, Godard, Jarmusch e Tarkovsky são algumas das referências do aspirante a realizador que nunca pegou numa câmara de filmar, e provavelmente nunca o fará

7.2.09

14 de Fevereiro

Eu adoro o dia dos namorados. Deliro com os peluches com corações a dizer "I Love You", os chocolates também em forma de coração, enfim... todas aquelas prendinhas bonitinhas e super originais. Tudo é tão vermelho e enjoativo que a cada 14 de Fevereiro eu acredito que até o pobre do São Valentim dá voltas na campa.

Os casais de mão dada a passear aos milhares, apinhados e esmagados nos restaurantes, nos cinemas, nos miradouros. Não há dia em que o amor seja mais industrializado. Tudo é uniforme, igual e ornamentado de um tédio muito, muito monocromático. É incrível como existe um dia dos namorados. Mas mais incrível ainda, é o facto de existir tanta gente que celebra este dia tão idiota.

O dia de são valentim (porca miseria! que piroso! quase que me custa escrever estas palavras no meu querido blog (não, custa mesmo! (e como é fixe fazer parêntesis dentro de parêntesis (já nem sei o que estava a dizer antes)))) está mesmo ao nível dos casais que celebram um mês de namoro. E dois meses. E três meses e meio! Jesus! Mas porque não celebramos antes um mês e 18 dias? Não tinha muito mais piada? Porque é que celebramos quando é estabelecido e não quando nos apetece?

Se repararem bem, quase que temos um calendário da relação. Se eu tiver com uma grand'azia no dia em que fizer um ano com a minha mais que tudo (MAE DE DEUS VOU APAGAR ISTO!), estou basicamente na merda. Vou ter que ir dar beijinhos para um sitio certamente especial (atenção que hoje estou-me mesmo a esmerar), quando o que realmente me apetecia era estar em casa a beber cházinho e a ver um filme dos anos 60 (possivelmente um 8½ ou mesmo o 2001).

Por isso pá eu não consigo perceber estas tendências. A nossa necessidade de catalogar, encaixotar, agendar e programar a coisa que devia ser, pelo contrário, a mais espontânea e original nas nossas vidas. L'amour. Mas isto sou eu a falar. Que nunca devo ter tido um relacionamento normal em toda a minha vida. Eu no fundo invejo todos aqueles casais pacatos e tradicionais, que provavelmente são bem mais felizes que eu.

Por isso força nisso namoradinhos de Portugal! Enfrasquem-se em chocolates, rosas e peluches, marquem o restaurante mais chique e, já agora, ajudem lá este país a sair da crise. Sem duvida alguma que depois depois deste dia único e especial, a vossa relação nunca mais vai ser a mesma!

2 comments:

Anonymous said...

Concordo plenamente!

Janine Sena said...

Já somos duas Maria. Também estou completamente de acordo...